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Casos Clínicos

15. Reações de estresse da tíbia

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eLB, 24 anos, masc, solteiro, nat. proc. de SP, atleta profissional de atletismo, bra.


ID: eLB, 24 anos, masc, solteiro, nat. proc. de SP, atleta profissional de atletismo, bra.

QD: Dores nas pernas há 01 ano

HPMA
Atleta profissional praticante de atletismo na modalidade do decatlo (corridas rasas de 100 metros, 400 metros e 1.500 metros, corrida com barreiras de 110 m; lançamento de disco, peso e dardo; salto em altura, distância e vara).

Começou a sentir dores na pernas após os treinamentos de caráter insidioso há 01 ano. Após 03 meses passou a sentir dores de maior intensidade durante os treinamentos de saltos.

Passou a utilizar AINe e analgesicos sem orientação medica durante os momentos de dor mais intensa sem interromper os treinamentos.

Ae: Tricampeão brasileiro de decatlo

exame físico geral: Altura: 1,90 m / Peso: 93 kg
exame físico ortopedico:
Altura: 1,90 m / Peso: 93 kg
Marcha normal
Dor à palpação da região póstero-medial das tíbias D e e (1/3 proximal e medio)
edema +/4
exame dos joelhos, pes e tornozelos: normais
Pulsos distais palpáveis e simetricos

exames:

Radiografias simples das pernas: normais


Cintilografia óssea

HD: Sd do estresse tibial medial bilateral

Conduta:
AINe 07 dias
Crioterapia
Modificação do treino:
> Interrupção das atividades com saltos e corrida por 01 semana
> Alongamentos
> Reintrodução gradual da corrida na 2a semana e saltos na 3a semana na grama, evitando-se a pista
> Manutenção das atividades aeróbicas com bicicleta estacionária e “transport”

evolução:
Melhora parcial dos sintomas e retorno gradual em 03 semanas.
Apresentou períodos assintomáticos com recidiva dos sintomas com o aumento do volume de treinamentos.

evolução: 07 meses depois
Piora dos sintomas dolorosos na perna esquerda, localizado principalmente no 1/3 medio.
Apresentou dificuldades para correr e saltar, gerando a interrupção do treino.

exame físico ortopedico
Dor à palpação da região póstero-medial e anterior da perna e
edema ++/4
exame dos joelhos, pes e tornozelos: normais
Pulsos distais palpáveis e simetricos


Radiografias

Cintilografia óssea:

estudo cintilográfico evidenciando aumento moderado e focal da atividade osteoblástica no segmento medio da tíbia esquerda, associado a um discreto aumento da permeabilidade capilar local. Os achados descritos indicam fratura de estresse.



Cintilografia óssea

HD: Fratura de estresse da tíbia

Conduta:
Analgesicos
Crioterapia
Interrupção do treino de saltos e corrida
Treinamento na piscina, bicicleta estacionária
Palmilhas absorvedoras de choque

evolução:
Persistência dos sintomas por 03 meses

Conduta:
Cirurgia - Haste Intramedular Fresada com Bloqueio Proximal e Distal



evolução:
Retorno aos treinamentos em 06 semanas sem sintomas


Radiografias: 04 meses de pós-operatório


Cintilografia: 04 meses de pós-operatório

Autor: Dr. Cristiano Frota de Souza Laurino



Comentários

01/09/2012 - O tratamento conservador neste caso poderia ser tentado por mais alguns meses. - Paulo Roberto Soares Monteiro

16/06/2012 - Carlos, a imobilização seria sim uma indicação de tratamento conservador antes do tratamento cirúrgico, muito embora a persistência dos sintomas e a não consolidação do foco de fratura seja muito frequente nestes casos, principalmente nos atletas profissionais. - Cristiano Frota de Souza Laurino

14/06/2012 - Nesse caso antes da cirurgia caberia imobilização ? - Carlos Geraldo Nunes Soares

12/06/2012 - Estas regiões onde foi realizada as reduções, são locais de pouca instabilidade, pois são porções distais do osso, logo não recomendaria retornar as atividades esportivas com tamanho intensidade. - alexandre henrique moraes vargas