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Casos Clínicos

Lesão de Tendão de Aquiles

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Autor: Dr. Rogerio Teixe

Identificação: MJC, 45 anos, casado, sexo masculino, empresário

Queixa principal: Dor na região do tornozelo e há 2 horas.

História clínica: Paciente sentiu dor súbita na região posterior do tornozelo e enquanto jogava tênis, há 2 horas. Sentiu como se tivessem atirado uma pedar em seu calcanhar, e quando observou a região estava com muita dor e impossibilidade de apoiar o MIe. Com este quadro, foi com auxílio de um amigo ao consultório para avaliação.

Antecedentes pessoais: ndn

Lesões pregressas:
- tennis elbow no cotovelo D que curou com fisioterapia e anti-inflamatórios, associado a parada da prática do tênis por 3 meses.

exame físico: dor a palpação do tendão de Aquiles a e, com presença de depressão na região da pele a cerca de 5 cm da inserção no calcâneo. Teste de Finkelstein ausente (quando se pressiona a região do ventre muscular da panturrilha não se nota a flexão plantar do pe e)

Radiologia: normal

Ressonância Magnetica: ruptura total do tendão de Aquiles

Tratamento proposto:
Terapia com infiltração de plasma rico em plaquetas + fisioterapia com tecnicas de analgesia + imobilização com robofoot por 3 semanas (1 semana sem carga)

Terapia medicamentosa:
1. Paracetamol 1.5 g ao dia (500 mg a cada 8 horas) � se necessário aumentar para 2 comprimidos a cada 8 horas
2. Indicado uso de gelo no local após a infiltração com PRP depois do 3� dia de aplicação, caso ainda tenha muita dor no local (não foi necessário, pois o paciente estava praticamente sem dores no 2� dia após a aplicação do PRP)

Seguimento clínico pós-tratamento:
1. Realização de fisioterapia para analgesia e trabalho excêntrico a partir do 4� dia de infiltração do PRP.
2. Consulta de reavaliação após a 1� semana de tratamento.
3. Ultrassonografia de controle com 8 / 12 semanas.
4. Paciente foi orientado que se tratava de um tratamento ainda sem evidências científicas claras, e concordou com a conduta ao inves de realizar a cirurgia, muito em detrimento da necessidade de continuar trabalhando na epoca do acidente.

Observação: neste caso a dor do paciente melhorou rapidamente, pois alem do PRP utilizamos a imobilização protetora. em alguns casos, como não se quer prejudicar a cicatrização tecidual, podemos utilizar opióides fracos (codeína ou tramadol) em associação com paracetamol se a dor for mais importante (maior do que 4 na escala Visual Analógica de dor). Quando aplicamos o PRP procuramos não utilizar de rotina doses terapêuticas de anti-inflamatórios, pois precisamos do processo de cicatrização tecidual e, caso você bloqueie a produção de prostaglandina por longos períodos, pode haver prejuízo na cicatrização. Vale ainda ressaltar que este bloqueio somente e conseguido se você usar o medicamento por mais de uma semana. Por isso, caso queira, você pode orientar o uso de AINes por cerca de 4 a 5 dias.



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